terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Metamorfose

Se for para fazer um balanço do ano que seja sincero! Pois bem, o ano foi interessante. Sim, creio que esta seja a palavra exata para descrevê-lo: interessante. Se eu disser maravilhoso é mentira, triste também, bom é simplista, vago. Então, que seja interessante. Profundidade também se encaixa na descrição. O ano foi repleto de aprofundamentos (Deus, que palavra feia!).
Conheci mais profundamente a amizade e seu real significado, mergulhei profundamente no trabalho e na faculdade e, com certeza, finalmente conheci o amor. É..qualquer mortal diria que foi um ano significativo e foi, de fato. Sinceramente, o sinto inacabado e ele está chegando ao fim tão rápido. Olha a contradição aí (característica marcante de minha personalidade e/ou pensamento): até outro dia ele parecia nunca ter fim. Estava exausta, ainda estou, mas no fundo sei que este ano foi o começo de muitas coisas e a maioia delas têm consequências a longo prazo, o que significa que 365 dias não são nada comparados à tudo o que tenho que aprender. Ainda bem!
A verdade é que quero muito, e este meu querer infindável por vezes se divide entre os sentimentos de orgulho e preocupação. Me orgulho da minha gana por estudos, aprendizado, oportunidades, amizades, lugares. Em contrapartida me preocupo com alguns de meus desejos que parecem não ter fundamento (e quase sempre não tem mesmo).
Enfim, hoje me olho no espelho e enxergo uma pessoa tão diferente daquela que conhecia bem há um ano, seis meses, três. Foi há pouco que me dei conta disto e quer saber? Gosto desta pessoa, simpatizo com ela! É diferente, mas melhor. Não sei porquê, mas sinto que é um pouco mais parecida com a pessoa que quero ser...um dia.

domingo, 22 de novembro de 2009

FELIZ ANO NOVO

Mais de um mês sem postar. Pois é...parei de fingir que você não me influencia tanto assim. Acho que você era a inspiração para tudo...nos últimos tempos (ou penúltimos). É...você!!! Vê se faz o mínimo sentido?!?! Uma vida inteira vivida sem você...sempre respirei, sorri, chorei e escrevi sem você. Sempre. Até você decidir que seria O Único.


Descobri que hoje é difícil fazer tudo o que sempre soube fazer sem você. Escrever é o mais difícil. O blog estava de quarentena, mas aí você resolveu que ia fazer aniversário e olha só...cá estou eu escrevendo para você. De novo. Como se isso importasse alguma coisa pra você. E ainda tive coragem de chamar isso de presente...


Você sempre quis ser o centro de tudo. Não por narcisismo, mas porque você é naturalmente atrativo, como um pólo positivo entre milhões de pólos negativos de imãs. As pessoas se sentem atraídas por você, de todas as maneiras que se é capaz.


Pensei em você antes de dormir na noite passada, como de costume, mas desta vez foi diferente. Já se passavam cinco minutos desde as doze badaladas. Cheguei a pegar no telefone. Desisti. Eu fiquei em silêncio profundo pelo tempo de um segundo infinito e desejei que você fosse feliz, não importa como, não importa onde, não importa com quem. Eu simplesmente quero que você seja feliz sempre...e só!


Não sou hipócrita. Não tento desejar o impossível. Não posso desejar que você seja bilionário ou mais jovem ou que tenha mais isso ou aquilo. Só desejo que você seja feliz, porque tenho certeza absoluta de que isso vai se realizar.


Feliz Ano Novo Pequeno!!!








...eu te amo...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

.Tempo.

É...vai ver que esta vida é mesmo regida por aquele bichinho traiçoeiro: o medo. Ele impõe limite em tudo. Para alguns é sinalizador de metas, para outros empata a vida.
O meu maior medo não era perder as coisas - lê-se pessoas - era, na verdade, perder dentro de mim o que sinto por elas. De uma maneira ou de outra as coisas se perdem. Sabe a letra da música: "Bem mais que o tempo que nós perdemos, ficou pra trás também o que nos juntou..."
Gostava dessa música até o dia em que prestei atenção na letra. Tinha medo de que o que nos juntou ficasse para trás. Acho que isso nunca vai ficar para trás...o que nos juntou ainda existe. É exatamente essa individualidade de nós dois, no caso sua e minha, agora.
Alguns acreditam que o tempo resolve tudo, que as coisas passam. Eu não vejo assim, acho que o tempo ameniza as coisas, anestesia. O tempo livre então...ihhhh...esse acaba sendo preenchido por cada mínimo detalhe que se possa consertar no dia. Quando se tenta ocupar a cabeça a gente faz tudo tão rápido e aquele temido vazio no meio do dia sempre chega. A gente sabe que este vazio pertence à um só pensamento, é inevitável e torturante.
Então criei válvulas de escape e, acredite, eu mesma estou começando a me afeiçoar à elas. Sim, são tão seguras, não há dúvida nenhuma nestas pessoas, nestes trabalhos, na faculdade, no chuveiro da minha casa, no cobertor da minha cama. As ruas por onde eu ando são de concreto, o asfalto é firme e confio que continuará firme de olhos fechados. Os únicos terremotos possíveis são os da minha alma e há alguns dias este vulcão está adormecido. Espero que continue assim, esta é a única coisa que posso esperar.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Instinto

Como pode? Depois de tanto tempo o estômago ainda reclamar antes de te ver, dar aquele alerta conhecido que, sei bem, não é dor nem fome. Talvez uma reação química, hormônios libertos, nervosismo, ansiedade. Talvez uma resposta mecânica, muscular. Não sei. Ultimamente tudo anda sem explicação e estou me acostumando com isso.

Como pode? Eu ter a certeza tão grande de algo inesperado, sem planejamento, se apoiando apenas no instinto, este instinto que faz questão de se mostrar vivo nesta sensação estranha na boca do estômago.

Como pode? Sentir tudo isto no antes e enquanto você não está e naqueles primeiros cinco segundos em que posso ver você de novo, realmente, depois de tudo o que não foi dito...ainda. E no instante seguinte, instante em que o corpo todo tem consciência de que você está ali, tudo pára. Seja porque eu sei, de todas as formas que se é capaz de saber e de todas as outras em que não se é, que eu conheço você, que ainda é você. Seja porque simplesmente o abraço deveria ter terminado antes, mas eu desejei com todas as forças que não tivesse terminado tão cedo, mesmo quando não sabia se podia te abraçar ou não.

Como pode? Depois de tudo, o seu cheiro continuar surtindo o mesmo efeito. Seu rosto, aquele sorriso meio de lado, quando não sabe o que fazer ou dizer, mas sabe que no fundo nada precisa de palavras. O seu jeito de andar é o mesmo e eu ainda me encaixo no abraço, ainda me sinto pequena, mas inteira contigo. Você continua deixando a cabeça cair de lado quando escuta coisas bobas e, talvez, verdades inconvenientes de mim.

Como pode? Duas sensações tão contraditórias ocuparem o mesmo corpo ao mesmo tempo, indo contra leis básicas da física. Saudade e segurança. Essa saudade imensa disto tudo e ao mesmo tempo essa sensação de que nada se perdeu, de que conheço bem tudo isso, que está tudo em seu devido lugar, exatamente como "eu deixei", bem ali...tão perto e tão longe. 

E essa sensação agora, de que tive uma oportunidade única e breve de tocar o velho conhecido que se tornou tão intocável. Me diz...me diz o que é que eu faço com tudo isso?

domingo, 20 de setembro de 2009

Tão palpável quanto a água

Por mais inteligente que uma pessoa seja ou racional ou emocionalmente madura certas coisas não tem explicação. Einstein foi um grande cientista, talvez um dos maiores, inventou a Teoria da Relatividade, mas acreditava que havia "um poder racionalmente superior, que se revelava no incompreensível universo". Essa era sua definição para Deus. Também acredito que Deus existe. Mas isto não vem ao caso.
O caso é que nos últimos tempos nada parece fazer sentido. Se para alguns isso é normal, para mim é sinônimo de tortura. Não, não sou cética e espero razões para tudo. Só não compreendo como perdi o controle assim. Estou me esforçando mais e mais a cada dia e não parece suficiente. Nada é suficiente para nada. Fui sempre tão otimista, mas é difícil continuar esperando o melhor ou acreditar que vai dar tudo certo se a cada momento uma parte do meu mundinho parece fugir do meu alcance.
Estou tão envolvida com tudo que acabo não dando real atenção a nada. A faculdade vai indo...no piloto automático. O trabalho...ah...é o único que eu tenho, fazer o quê? A casa, a família, os amigos, tudo grita por atenção constante! E agora você...por mais que eu me esforce, reviva todos os momentos mentalmente, tente me lembrar com exatidão de todas as palavras, olhares...não consigo achar o momento em que as coisas começaram a se perder, em que os fios começaram a se desligar. Não adianta dizer que não sabe, que não tenho culpa. Alguma coisa aconteceu, sempre há um momento. Por vezes passa despercebido, mas há outro em que nos damos conta.
Nem me lembro mais há quanto tempo você não me olha como me olhou naquele dia. Na primeira vez que me viu de vestido...Amanhã faz três meses que nos beijamos pela primeira vez, primeira vez de muitas...
...e eu sei que continuo te olhando como se fosse o único...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

.Plenitude.

Pequenos momentos muito, muito rápidos em que pude me sentir completa. Como se todas as células do meu corpo cantassem, como os passarinhos quando sai o sol. Este momento muito, muito rápido é um pedaço da eternidade. Gotas cristalizadas de algo inexplicável.
Estamos tão juntos, tão próximos, tão ligados um ao outro que damos novo sentido à palavra continuidade. Quando o seu olhar cai no meu eu tenho a nítida impressão de que pode ver além do que sei de mim. E a nudez ganha novo sentido também. Um corpo nu é comum, fácil, insoso. Um sentimento nu, verdadeiramente puro, bruto é a mais poderosa arma da alma. É letal. Só reconhecido, é claro, por um sentimento recíproco.
Quando ambos se encontram de imediato rola um estranhamento. Estranho reconhecer em um outro ser aquilo que você sente tão profundamente. O segundo seguinte é a explosão do sorriso. Primeiro com os olhos, tímidos, tentam desviar em vão. Depois com a boca que sorri e nem sabe porquê. Automática resposta dos nervos a ordens cerebrais ativadas pelo seu olhar. Incontrolavelmente estranho. Tão incontrolável como o abraço que se segue e o encontro sem fim das bocas que ansiavam desesperadas por algo que as fizessem parar de sorrir "sem motivo".
E quando paro de tentar controlar, definir tudo, não deixar que eu me perca entre este contínuo você e eu, percebo que nunca houve real motivo para tentar tudo isso. Nada além de um receio escondido nos meus mais tardios devaneios. Me entreguei e fui feliz. Amanhã vou me entregar de novo e serei mais feliz que ontem. Porque você me ensinou a amar e eu nem fazia ideia...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Quando eu e você vira nós

Meu blog realmente não é uma reflexão diária da minha vida, mas sim um reflexo de momentos que marcam e inspiram de alguma forma. Fatos grandes demais para serem digeridos normalmente, apenas ligados no modo "deixa a vida me levar".
Andei relendo o meu blog. Uma tarefa bem fácil, diga-se de passagem, já que tenho apenas 17 posts! Dá pra acreditar?! Tanto a se dizer e tão pouco documentado. A verdade é que tenho encontrado dificuldades em parar para escrever ou até, em muitos momentos, dificultado o ato. Porque a escrita é uma leitura íntima de partes do meu todo e isto por vezes me assusta.
Certos medos são deliciosos, pois me impulsionam para o desconhecido. Assumir os receios é uma atitude de coragem. E como me julgo uma pessoa corajosa (apesar de não ser muitas vezes quando é necessário) lá vai: tenho medo de deixar de ser eu. Essa pessoa que eu conheço tão bem. Tenho medo de sair da singularidade. Tenho tanto medo disto exatamente porque já não sei mais ser singular. Sou plural.
Sou plural no trabalho, na faculdade, em casa, no namoro. Sou plural na vida. A pluralidade no namoro talvez seja a transformação que encontra maior resistência em mim. Nunca senti isso, esta constatação do nós. Me percebi totalmente submersa nisto quando me dei conta que há cerca de 3 meses penso em você sempre que penso em mim. A cada decisão penso em como você pensaria, em como isso pode atingir nós dois. Porque sou parte de um nós agora: eu e você.