terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Metamorfose

Se for para fazer um balanço do ano que seja sincero! Pois bem, o ano foi interessante. Sim, creio que esta seja a palavra exata para descrevê-lo: interessante. Se eu disser maravilhoso é mentira, triste também, bom é simplista, vago. Então, que seja interessante. Profundidade também se encaixa na descrição. O ano foi repleto de aprofundamentos (Deus, que palavra feia!).
Conheci mais profundamente a amizade e seu real significado, mergulhei profundamente no trabalho e na faculdade e, com certeza, finalmente conheci o amor. É..qualquer mortal diria que foi um ano significativo e foi, de fato. Sinceramente, o sinto inacabado e ele está chegando ao fim tão rápido. Olha a contradição aí (característica marcante de minha personalidade e/ou pensamento): até outro dia ele parecia nunca ter fim. Estava exausta, ainda estou, mas no fundo sei que este ano foi o começo de muitas coisas e a maioia delas têm consequências a longo prazo, o que significa que 365 dias não são nada comparados à tudo o que tenho que aprender. Ainda bem!
A verdade é que quero muito, e este meu querer infindável por vezes se divide entre os sentimentos de orgulho e preocupação. Me orgulho da minha gana por estudos, aprendizado, oportunidades, amizades, lugares. Em contrapartida me preocupo com alguns de meus desejos que parecem não ter fundamento (e quase sempre não tem mesmo).
Enfim, hoje me olho no espelho e enxergo uma pessoa tão diferente daquela que conhecia bem há um ano, seis meses, três. Foi há pouco que me dei conta disto e quer saber? Gosto desta pessoa, simpatizo com ela! É diferente, mas melhor. Não sei porquê, mas sinto que é um pouco mais parecida com a pessoa que quero ser...um dia.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Escrever ou falar.

Ando muito inspirada ultimamente, mas as vezes me escapam as palavras certas para botar no papel, ou melhor, nesta tela de computador.
Sempre tive facilidade para escrever. Talvez porque sempre gostei de ler. Talvez pela genética, já que meu pai e minha irmã também têm esta facilidade. Não sei. No fundo acho que a real razão para isto é que para mim é mais difícil falar certas coisas.
Escrever sempre foi uma válvula de escape. É uma maneira segura de "falar" o que eu penso. Sempre fui muito cuidadosa com as coisas que digo. Aprendi desde cedo que tudo pode ser dito, dependendo do tom. E acho que é por isso que gosto de escrever. Algumas palavras se perdem, mas o que esta escrito esta documentado. A escrita não é um simples impulso. Quando se escreve é preciso pensar antes e se pode revisar depois. É seguro (risos).
Apesar de simplesmente falar ser mais fácil, acredito que grande parte das coisas mais verdadeiras que um dia quis dizer estão escritas. Muitas delas aqui neste blog. Coisas que meu bom senso (lê-se timidez) não deixa passar pelos meus lábios. É como se minha garganta travasse e o filtro que existe entre cérebro e boca - sim, existe! Algumas pessoas não usam, mas existe - fosse muito fino e prendesse qualquer tipo de sentimento que pareça grande demais para ser exposto foneticamente.
Tenho me esforçado para mudar isso. Não sei se vou conseguir, mas...tentar já é um sinal de mudança, certo?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Tudo

Fazia tempo. Estava sentada na mesma praça de seis meses atrás. O clima estava diferente. O céu continuava azul, havia nuvens, sol, mas o ar estava gelado. Outono. Sempre fui do tipo que gosta do calor, mas a vida, apesar de me tornar mais dura em certos aspectos, me tornou maleável em outros. Aprendi a gostar do frio por motivos fúteis. As roupas mais elegantes, a presença do sol. Calor confortável. Frio bom, até certo ponto.
Me sentei no mesmo banco, sem perceber. Me dei conta de tudo. Das sensações daquela época. Do frenesi de estar começando algo novo, da alegria. Me lembro de ter respirado fundo e olhado para o alto desejando que aquilo me ensinasse muito, que fosse a decisão certa. Fiquei tanto tempo nestes seis meses aprendendo e me tornando alguém melhor profissionalmente que não pude ver o quanto isso foi certo, de verdade.
Ali, sentada, respirei fundo novamente. Olhei para cima. O sol mudava as cores das folhas no alto. Tudo silenciou. O cheiro familiar na minha roupa. Cheiro de casa. O conforto do lugar. Me encontrei, finalmente. Depois de tanto tempo perdida entre vontades, deveres, direitos. Eu estava ali, inteira de novo. Sorri. Estava inteira porque percebi que tinha tudo o que sempre tive e ainda mais. Conquistei muita coisa nova, aprendi a manter as antigas. E nada é mais importante agora do que isso.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Todo amor que houver nesta vida

A pior coisa deste mundo é se dar conta da nossa imcompletude. E eu não me dava conta disto - pelo menos não nos últimos tempos. Tempos em que minha vida se resumia a comum rotina escrava do tempo. Tinha hora certa para tudo. Acordava todos os dias cedo. Faculdade. Mergulho profundo no trabalho. Família, casa, cachorra. Amigos aos sábados. Trabalhos aos domingos. As semanas passavam voando sem espaço para sensações diferentes.
Você apareceu. Implorando por atenção como um luminoso, deixando claro que era, sem sombra de dúvida, o mais próximo da perfeição que se procura no oposto. Entre as letras de música, o sabor do café, o tênis surrado, o jeito largado, o sorriso fácil...me perdi. A rotina agora me lembra você.
Não posso escrever, trabalhar ou relaxar sem que alguma parte sua faça questão de dar às caras. Você quer estar em tudo, consumir os segundos, mas nunca está perto do abraço. Eu era incompleta e não sabia. Vivia na ignorância desta incompletude e achava que isso se chamava felicidade.
...de todas as formas de amor esta é a melhor e a pior...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Sou porque sou

Um dia me perguntaram porque eu sou assim. Na hora disse que não sabia, mesmo sabendo que na verdade sei exatamente todos os porquês.

Sou assim porque nasci assim. (Seria uma bela resposta). Simples, sucinta, quase indolor, dependendo do tom.

Sou assim porque aprendi bem cedo a valorizar tudo, inclusive o tempo, os sorrisos, os choros e velas, os olhares de carinho e até mesmo de repreensão. Aprendi a valorizar o dinheiro suado, o abraço apertado, os amigos antigos e os novos em folha. Aprendi que desapego e indiferença são os piores sentimentos do mundo, embora sejam sentidos o tempo todo por tanta gente próxima...

Sou assim porque não posso escolher quem amar, nem onde, nem quando, nem como.
Sou assim porque mereço meu tempo. Mereço meu livre-arbítrio, meu direito de fazer loucuras sem me preocupar com o que vão pensar, de me surpreender...de dançar a noite inteira, de beber uma dose, beijar um estranho...

Sou assim porque sou livre e - apesar de ás vezes me esquecer – adoro isto. Sou assim porque necessito desesperadamente o tempo todo me sentir viva...sou assim...

sábado, 25 de abril de 2009

Sobre a Lú e todas as coisas

Foto: Jô Rabelo

Nunca conheci pessoa alguma parecida. A menina sorri com o corpo inteiro. Quando a felicidade é tamanha que só sorrir não é suficiente ela tem reações extremadas. Grita, aperta e fica parecendo a Felícia (sabe? Do desenho animado...)

Pequena que só vendo, encaixa perfeitamente no abraço, como um filhotinho que precisa ser protegido. Tamanho para ela realmente não importa. Tem ideias grandes. Seus sentimentos se expandem à níveis de infinito, universo.

É forte e sensível. Brava e meiga. Mulher e menina. E todas as outras grandes (e boas) contradições que a aproximam da perfeição. Não é perfeita – ainda bem – mas só porque a perfeição é uma coisa chata. Aliás, seus mínimos defeitos (sim, mínimos) são na verdade suas maiores qualidades. Detalhes que a tornam única.

Tudo o que eu pensava que sabia fazer ela me ensinou a fazer melhor. Aprendi que amizade e amor podem ser muito mais puros e profundos do que eu poderia algum dia imaginar.

E é por causa destes milhões de pequenos e gigantescos detalhes que eu amo a Lú. Estou completamente apaixonada pelo encanto de pessoa que atende pelo nome de Luciane. Eu tenho certeza que nossos caminhos estão cruzados há muito tempo. FATO. Só nos conhecemos agora porque era o tempo certo, a hora exata em que tínhamos maturidade suficiente para perceber que nos completamos. Nem vou desejar o que já é certo: nossa amizade durará mais que uma vida, porque é assim que tem que ser...para sempre.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Irremediavelmente perdida...

Um momento. Foi todo o tempo necessário para que as coisas mais complicadas se tornassem simples. O impensável se tornou óbvio. O inaceitável acabou virando necessidade. E tudo o que (supostamente) não deveria acontecer, aconteceu...bem aqui.
Não estava esperando nem procurando por nada e agora acho que não estou mesmo. Exatamente por isso que as coisas tomaram rumo próprio. Porque parei de tentar dominar este mundinho dos sentimentos. Onde tudo é espontâneo. Natural.
Quero conhecer melhor cada detalhe minimamente gigantesco teu. Saber perfeitamente o som da sua risada e quais são seus sorrisos (quantos?). Entender cada sensação pela forma que me olhar, antes mesmo que o rosto consiga mostrar expressão.
Estou patética e irremediavelmente encantada por uma sensação de 15 minutos.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Sozinha

Às vezes te procuro nos lugares mais incomuns. Você nunca está lá, nem aqui. Lembrar você me fazia lembrar de mim. Era a saudade que eu gostava de ter. Porque, em milhões de pequenos momentos, nós éramos um. Momentos só nossos. Mesmo que nunca tenhamos sido um, por vezes “fomos” e isso nos fez eternos.

Por mais que alguns sentimentos sejam intocáveis tanta coisa se encontra desarrumada. Hoje te procuro nos lugares mais certos e, nem mesmo assim, te encontro.

É estranho sentir que te perdi. É estranho sentir que um dia tive algo que quase ninguém pode ter.

A vida, em sua essência, é muito romântica. É o conhecimento da vida que nos torna “pessimistas”, realistas demais. Exatamente por isso que, em certo ponto, as pessoas se percebem sós. Você era a certeza conveniente de que (apesar de tudo indicar o contrario) eu nunca estava sozinha. Até pouco tempo atrás esta certeza ainda me acompanhava. Hoje já não sei mais. “...tá tudo assim, tão diferente...”

Enxergar você e não entender mais todos os olhares, encontrar mistério, me assusta. E talvez seja besteira minha ou, na verdade, o espaço a mim reservado tenha se tornado mais apertado. Não sei. Tenho a nebulosa impressão de que não me encaixo mais na sua vida. Como aquela velha calça que a gente adora e não serve mais. Ela está velha, surrada e viu sua vida passar de camarote, mas a gente tem que se desvencilhar dela...

domingo, 15 de março de 2009

Egocentrismo.com

Estava à pouco conversando com a minha grande e linda amiga Lú. Conversando sobre ela, sobre as pessoas, sobre nós e me surgiu a dúvida: o que faz um momento especial? Além dos milhões de detalhes que estão fora do nosso alcance, tudo nesta vida é feito de escolhas.
Quando você prefere sair ao ficar em casa entediado, quando você faz algo realmente nobre e sem esperar nada em troca por alguém, apenas porque você quis fazer ou simplesmente quando você faz algo para e por você mesmo! E não sei porque a última constatação por vezes gera olhares repreendedores das pessoas, como se ao escolher fazer algo por mim - e assumir isso - me tornasse a egocentrista insensível.
Qual o problema em exercer um pouco de egocentrismo?!?!?!Nos dias de hoje, as ações são bem mais rápidas e eficazes que as explicações. Ações sempre têm consequências, e trazer positividade para si próprio, ao meu ver, nunca foi e nunca será algo ruim. Além do mais, em uma frase clichê, (e como já disse, a maioria dos clichês são praticamente verdades absolutas) "Seja a mudança que você quer ver no mundo".
Portanto, se eu escolho um dia ficar mais bonita, trabalhar mais, ser mais determinada, confiante ou até mesmo sair pra dançar e esquecer até mesmo quem sou eu...bom, talvez não seja egoísmo da minha parte. Talvez, por alguma razão cósmica que está muito além do meu vão conhecimento, todas as minhas escolhas tenham um porquê muito bem definido que vai mudar o mundinho à minha volta de alguma forma. Este pensamento me conforta um pouco...quem sabe assim não fica fácil ser mais egocentrista com menos culpa.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

10 minutos.

Acordei e em 10 minutos já eram seis horas. O sol estava nascendo e o frio já não estava tão frio assim. O tempo que demoro para lavar o rosto parece 10 segundos, mas leva 10 minutos. Mesmo não me importando tanto assim em me botar bonita, percebi que sempre combino meus sapatos com minhas roupas, ás vezes com as bolsas, mesmo que meus sapatos na verdade sejam tênis.
A vida se resume a míseros 10 minutos. 10 intermináveis minutos para que uma aula insuportável chegue ao fim, 10 agradabílissimos minutos de um banho gelado depois de um dia quente de verão, 10 minutos de uma conversa rápida , porém significativa...
Veja só o Carnaval. Me programei durante meses para viver 5 dias que mais pareceram 10 minutos. Tudo foi muito bom, intenso, divertido, novo e aqueles momentos, enquanto eram vividos pareciam não ter fim. Hoje me pego revivendo mentalmente alguns e reparo que tudo o que foi realmente significativo aconteceu em um intervalo de 10 minutos.
Quantos 10 minutos eu ainda desperdiçarei da minha vida? Mais quantos 10 minutos terei que viver esperando o momento certo? E quanto aos milhões de minutos errados, para onde eles vão?
Os meus vários questionamentos da vida (misteriosa) são muito mais vastos que estes, mas tudo bem, não vou desprezá-los, eles também entram na lista. Além do mais, este momento acaba aqui, demorei 10 minutos para escrever este texto (sem contar as interrupções das minhas "flores" da redação), e como nada significativo dura mais do que 10 minutos isso aqui é um ponto final.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Inspiração

O blog está às traças. Sim, porque tenho inventado uma desculpa para mim mesma: a velha e boa falta de inspiração. Pode ser verdade, acontece nas melhores famílias. Você chega perto do computador, de mansinho, dá aquela disfarçada, entra no orkut, confere os emails, só depois entra no blog, nova postagem e pronto. Aquela (no caso esta) página em branco fica pressionando, é uma tortura.
Mas afinal, o que é inspiração? Segundo o dicionário é algo como o ato de inspirar-se ou ser inspirado. Esta definição pode ter várias conotações - o que aliás, me inspirou a escrever hoje. Primeiro: como alguém pode inspirar-se? Quer dizer, existe uma técnica cientificamente comprovada para isso. A pessoa vai, senta, se concentra naquele pontinho do horizonte, faz uma meditação, usa um mantra específico e batata, chega a inspiração! Ou um terceiro vem, dá uma batidinha no seu ombro e a inspiração percorre as suas células nervosas até chegar ao cérebro...
Bom, além destas conotações que na verdade são fruto da minha mais pura imaginação altamente fertilizada, existe a conotoção do simples ato de inspirar e expirar, ou seja, a respiração em si. O que nos remete à raiz da inspiração: será que ela na verdade está escondida nas coisinhas mais simples desta vida como respirar, por exemplo, e por isso tenha o mesmo nome da ação tão automática que chega a passar despercebida durante o dia?
O fato é que somos inspirados (e inspiramos - ainda bem né?) a cada momento, só que estamos tão envolvidos com tudo e com nada que o momento se perde. Talvez seja por isso que algumas pessoas nascem com o dom de escrever ou criar algo do nada, pessoas capazes de não deixar que o tal momento se perca, pessoas que nos fazem lembrar que tais momentos existem sim, todos os dias, todas as horas, sempre...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

férias = tédio

Sabe, o ser humano é um bicho muito complicado mesmo. Durante o período letivo nós ficamos irritados e insuportáveis...depois de seis meses acordando às seis da manhã todos os dias - e às sete nos sábados pro espanhol - nós desejamos com toda a força que as férias cheguem logo.
Bom, elas chegam....elas sempre chegam (ainda bem!!!). O problema é que férias só é realmente bom nas duas primeiras semanas, depois disto vira tédio...só não vira se você for viajar e eu realmente não fui viajar, o que significa que eu estou à aproximadamente 60 dias de férias e 45 dias com tédio.

Porque? Porque nós não nos acostumamos com a rotina de férias e somos completamente felizes com ela??? Eu adoro acordar às 10h30 todos os dias, mas através de minha vasta experiência (sim, porque tive quase dois meses para atestar o que vou dizer) percebi que meu dia inteiro fica mil vezes melhor se acordo às 9h. Pergunta: porque então não coloco meu despertador para me acordar Às 9h todos os dias? Simples. Porque não faz sentido usar despertador nas férias! O que seriam das férias sem as horas indefinidas para se acordar?!?!?! NÃO SERIAM FÉRIAS!!!!

Enfim, a questão é que sinto falta da faculdade e do meu trabalho...das câmeras!!!ahhhh...eu adoro as câmeras! Sinto falta até da minha editora gritando comigo, vê se pode uma coisa destas? E sabe o que é pior de tudo isso? É que tenho certeza que daqui a dois meses vou ler este texto e me achar maluca...porque vou estar morrendo de saudades das férias!!!
É verdade, nós somos um bicho muito complicado mesmo!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A vida...

Veja só como é que é...você nasce e tudo na sua vida muda radicalmente. Você tem que aprender a conviver com a luz, o sol, o frio, o calor, as pessoas...tudo!

Afinal, o que é a vida? Um emaranhado de coincidências (ou não), de acasos e descasos, um jogo de azar...ou será que é simplesmente nascer, crescer e morrer? A verdade é que nós nunca a aproveitamos completamente - mesmo passando por toda lavagem cerebral de filmes com morais clichês do tipo: aproveite cada dia como se fosse o único! Apesar da moral ser clichê, é verdade...a maioria dos clichês são verdade. Mas como, pelo amor de Deus se alguém souber me explique, como aproveitar cada dia como se fosse o último???

O que eu faria se soubesse que hoje é o meu último dia de vida? Loucuras inúmeras, talvez. Ou passaria o dia rodeada de familiares, amigos, pessoas importantes, choraria e diria que os amo muito. Como aproveitar cada dia se todo o crescimento de uma pessoa está envolto em novas responsabilidades e na cobrança eterna de um amadurecimento imediato. A vida passa rápido e tudo fica muito chato. Na verdade parece muito chato. É uma questão do equilíbrio, porque junto com as responsabilidades vem a liberdade, pequena, mas vem...ela sempre acaba aparecendo.

Acho que o mais chato da vida é a preocupação que as pessoas tem hoje de fazer tudo certo o tempo todo. Aqueles planos de 10 anos do tipo: vou me formar na faculdade de direito com 21, passar no exame da OAB com, no máximo, 22, aí eu faço especialização em criminalística. Com 24 eu já quero estar ganhando tanto, aí peço a fulana em casamento, a gente se casa com 26 e tem filho com 30, estourando. Óbvio que meu filho vai estudar em escola com alfabetização trilingue e fazer natação, basquete, aulas de piano e equitação. PELO AMOR!!!

O caso não é "deixa a vida me levar..." , mas também não precisa moldar sua vida toda hoje, agora. Antigamente nossos avós se casavam com vinte anos, sem grandes especulações de como as coisas seriam, tinham três, quatro filhos e eram felizes, eles tiveram uma vida de sucesso.

Ontem meu tio avô morreu. Ele tinha mal de Alzheimer, mas e daí? Quem pode dizer que ele não viveu, que não aproveitou a vida, não foi feliz? Quem?

Em primeiro lugar...

O "Reais Mentiras" é um blog que tratará de qualquer assunto, seja de interesse público ou privado.
Ele foi criado para suprir um espaço que me faltava; um espaço e um estímulo para voltar a escrever livremente - e sempre - sobre qualquer coisa.
O título foi espontâneo e agora, visto com um pouco mais de cuidado, é bem verdadeiro...afinal, algumas mentiras são bem reais e outras vezes a realidade parece mentira.