quinta-feira, 26 de março de 2009

Sozinha

Às vezes te procuro nos lugares mais incomuns. Você nunca está lá, nem aqui. Lembrar você me fazia lembrar de mim. Era a saudade que eu gostava de ter. Porque, em milhões de pequenos momentos, nós éramos um. Momentos só nossos. Mesmo que nunca tenhamos sido um, por vezes “fomos” e isso nos fez eternos.

Por mais que alguns sentimentos sejam intocáveis tanta coisa se encontra desarrumada. Hoje te procuro nos lugares mais certos e, nem mesmo assim, te encontro.

É estranho sentir que te perdi. É estranho sentir que um dia tive algo que quase ninguém pode ter.

A vida, em sua essência, é muito romântica. É o conhecimento da vida que nos torna “pessimistas”, realistas demais. Exatamente por isso que, em certo ponto, as pessoas se percebem sós. Você era a certeza conveniente de que (apesar de tudo indicar o contrario) eu nunca estava sozinha. Até pouco tempo atrás esta certeza ainda me acompanhava. Hoje já não sei mais. “...tá tudo assim, tão diferente...”

Enxergar você e não entender mais todos os olhares, encontrar mistério, me assusta. E talvez seja besteira minha ou, na verdade, o espaço a mim reservado tenha se tornado mais apertado. Não sei. Tenho a nebulosa impressão de que não me encaixo mais na sua vida. Como aquela velha calça que a gente adora e não serve mais. Ela está velha, surrada e viu sua vida passar de camarote, mas a gente tem que se desvencilhar dela...

domingo, 15 de março de 2009

Egocentrismo.com

Estava à pouco conversando com a minha grande e linda amiga Lú. Conversando sobre ela, sobre as pessoas, sobre nós e me surgiu a dúvida: o que faz um momento especial? Além dos milhões de detalhes que estão fora do nosso alcance, tudo nesta vida é feito de escolhas.
Quando você prefere sair ao ficar em casa entediado, quando você faz algo realmente nobre e sem esperar nada em troca por alguém, apenas porque você quis fazer ou simplesmente quando você faz algo para e por você mesmo! E não sei porque a última constatação por vezes gera olhares repreendedores das pessoas, como se ao escolher fazer algo por mim - e assumir isso - me tornasse a egocentrista insensível.
Qual o problema em exercer um pouco de egocentrismo?!?!?!Nos dias de hoje, as ações são bem mais rápidas e eficazes que as explicações. Ações sempre têm consequências, e trazer positividade para si próprio, ao meu ver, nunca foi e nunca será algo ruim. Além do mais, em uma frase clichê, (e como já disse, a maioria dos clichês são praticamente verdades absolutas) "Seja a mudança que você quer ver no mundo".
Portanto, se eu escolho um dia ficar mais bonita, trabalhar mais, ser mais determinada, confiante ou até mesmo sair pra dançar e esquecer até mesmo quem sou eu...bom, talvez não seja egoísmo da minha parte. Talvez, por alguma razão cósmica que está muito além do meu vão conhecimento, todas as minhas escolhas tenham um porquê muito bem definido que vai mudar o mundinho à minha volta de alguma forma. Este pensamento me conforta um pouco...quem sabe assim não fica fácil ser mais egocentrista com menos culpa.