quarta-feira, 20 de maio de 2009

Todo amor que houver nesta vida

A pior coisa deste mundo é se dar conta da nossa imcompletude. E eu não me dava conta disto - pelo menos não nos últimos tempos. Tempos em que minha vida se resumia a comum rotina escrava do tempo. Tinha hora certa para tudo. Acordava todos os dias cedo. Faculdade. Mergulho profundo no trabalho. Família, casa, cachorra. Amigos aos sábados. Trabalhos aos domingos. As semanas passavam voando sem espaço para sensações diferentes.
Você apareceu. Implorando por atenção como um luminoso, deixando claro que era, sem sombra de dúvida, o mais próximo da perfeição que se procura no oposto. Entre as letras de música, o sabor do café, o tênis surrado, o jeito largado, o sorriso fácil...me perdi. A rotina agora me lembra você.
Não posso escrever, trabalhar ou relaxar sem que alguma parte sua faça questão de dar às caras. Você quer estar em tudo, consumir os segundos, mas nunca está perto do abraço. Eu era incompleta e não sabia. Vivia na ignorância desta incompletude e achava que isso se chamava felicidade.
...de todas as formas de amor esta é a melhor e a pior...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Sou porque sou

Um dia me perguntaram porque eu sou assim. Na hora disse que não sabia, mesmo sabendo que na verdade sei exatamente todos os porquês.

Sou assim porque nasci assim. (Seria uma bela resposta). Simples, sucinta, quase indolor, dependendo do tom.

Sou assim porque aprendi bem cedo a valorizar tudo, inclusive o tempo, os sorrisos, os choros e velas, os olhares de carinho e até mesmo de repreensão. Aprendi a valorizar o dinheiro suado, o abraço apertado, os amigos antigos e os novos em folha. Aprendi que desapego e indiferença são os piores sentimentos do mundo, embora sejam sentidos o tempo todo por tanta gente próxima...

Sou assim porque não posso escolher quem amar, nem onde, nem quando, nem como.
Sou assim porque mereço meu tempo. Mereço meu livre-arbítrio, meu direito de fazer loucuras sem me preocupar com o que vão pensar, de me surpreender...de dançar a noite inteira, de beber uma dose, beijar um estranho...

Sou assim porque sou livre e - apesar de ás vezes me esquecer – adoro isto. Sou assim porque necessito desesperadamente o tempo todo me sentir viva...sou assim...