sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O ano do coelho

Tem gente que acredita que um novo ano é uma nova chance. Talvez. Acho que, na minha atual visão pouco romântica das coisas, é só uma passagem de tempo, uma nova contagem de 365 dias, os números se atropelando no relógio. E este é um talvez bem grande.
Se não for uma nova chance, daquelas que existem por si só, vamos fazer uma nossa. Vamos mudar algo que nos incomoda em nós mesmos e aí fazer algo diferente. Mudar um pensamento, uma atitude ou a forma de enxergar as coisas.
Desejo que eu mude. Mude para melhor e para mim. Não quero mudar pelo meu namorado ou pela minha família, pelos meus amigos ou pelos meus problemas. Quero mudar eu mesma por mim mesma porque assim, de certa maneira, acho que serei melhor para todos.
Quero ser mais dedicada, curiosa, atenta. Quero ser menos pessimista, tediosa e previsível. Quero ter mais coragem, mais garra, força. E pensando como um grande amigo, quero ouvir mais - bem mais - e falar menos. Quero aprender mais, tentar ensinar também. Quero ser mais feliz, conquistar liberdade e independência e não lutar por elas. Quero mais tempo... mas isto já consegui: tenho mais 54 semanas para tentar fazer diferente.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos

Este ano foi um dos melhores da minha vida. Posso até dizer que foi o melhor, porque sei que quando tinha tempos melhores era demasiado pequena para entender. Grandes ciclos se fecharam, grandes conquistas, grandes descobertas. Mas o melhor de tudo foi você.
Você que me deu borboletas no estômago, beijos inesquecíveis, gargalhadas intermináveis. Você que me ensinou que amor não tem que ser complicado, me ensinou a ser mais compreensiva e teimosa. Você que procura minha mão quando começa a caminhar e me diz que sou a mulher mais linda do mundo.
Você que faz o tempo parecer ser apenas uma sugestão, como os faróis das ruas. Você que me deu tanta coisa, tantos meses, semanas, dias. Você que separou parte da sua vida só para mim, me deu um espaço e um voto de confiança, companheirismo e amor incondicional.
Você que me disse que eu posso tudo, desde ser a ter. E prometeu ficar ao meu lado até o fim, seja lá o que/quando isso for. Você que me enfeitiçou e me conquistou todos os dias, nos últimos 365 dias. Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos respirando você, me apaixonando.
Você, você...você

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quando 2 + 2 são 22


O que acontece quando a matemática deixa de ser exata? As somas têm outro significado, as divisões se tornam mais difíceis e a multiplicação - ainda mais se o assunto for dinheiro - ihhh, esquece!


Pior é quando o tempo resolve brincar com você. Passa devagar, quase parando, quando o que mais se quer é que o dia termine. Mas aí, quando você precisa de mais tempo para uma gráfica, para conseguir trabalho ou para simplesmente respirar não é que o desgramado corre sem freios!


Lembrei que iria fazer aniversário há cerca de uma semana. Não tinha me dado conta antes, como também não me dei conta no dia, que eu estava envelhecendo. Tenho esta consciência deturpada há uns tempos. De que o tempo está passando, de que meu relógio precisa de manutenção já que seu habitual tic-tac quase mudo vem se fazendo notar. Talvez porque minha vida acadêmica atingiu aquele ponto em que a continuidade é questão de "escolha" e não - tanto - de necessidade. Ou talvez porque meus vinte e poucos anos se tornaram realmente vinte e poucos. Ou talvez porque comecei a prestar atenção nos meus atuais receios e anseios e não me lembro de sentir nada parecido antes, quando meus pensamentos eram de todo joviais demais.


Não, não estou velha, só estou "envelhecendo" e começando a querer aquelas coisas que se pensa querer em tempos distantes. Um sossego diferente, a mesma pessoa - sempre -, o emprego seguro, quem sabe dos sonhos. Vai chegando aquele tempo em que você realmente quer fazer dos seus sonhos realidade e seus sonhos são possíveis.


E as horas?...ahh...a espera é calma, torturante ainda, com aquele hálito ansioso ainda presente de uma adolescência não tão distante, mas que alcança um teor quase doce de certeza.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Até não poder mais

A vida é uma comédia mesmo. Na verdade você passa por ciclos o tempo todo, aparentemente "injustos". Injustos porque quando aprendemos a valorizar as coisas já estamos velhos para vivê-las intensamente.
Você nasce careca, pelado e sem dentes. Baba, não sabe falar e nem sequer ir ao banheiro sozinho e sabe o que é melhor? Ninguém te julga mal por isso. Aliás, todo mundo acha você uma gracinha! Aí você cresce um pouquinho, para de chorar para conseguir tudo e passa a falar o que quer e o que não quer.
Tem idade para brincar na rua e fazer amigos é tão simples quanto respirar. Você ainda não entende o real significado da palavra amizade, mas na verdade, você em toda a sua pureza, é quem realmente entende. Você chega no colégio e por algum motivo brinca com aquele garotinho da mesma idade e no dia seguinte vocês são amigos de uma vida.
Aí você cresce mais um pouco e aquela garota bonita - que quando mais novo te irritava tanto - sorri para você. Dá seu primeiro beijo e a sensação faz seu corpo todo arrepiar. Você se forma no colégio e alguns dos seus amigos que jogavam bola com você quando tinham cinco anos perduram. Uma amizade sincera, consistente que começou por uma brincadeira. Um ciclo.
Começa a faculdade. As cobranças de saber quem é, porque é, de onde veio e aonde quer chegar. Você descobre o amor, o sexo, o trabalho, as responsabilidades e a famosa independência (que eu particularmente gosto de chamar de liberdade, de acordo com a situação). Começa a se tornar um alguém com delimitações: Ricardo, 22 anos, bacharel em ciências contábeis, trabalha na área, não quer ter filhos, mas se casaria com uma morena de olhos verdes e com senso de humor. Mais um ciclo.
Você começa a envelhecer. Se casa com a tal morena, que na verdade tem olhos castanhos vivos. Ama demais. Tem dois filhos. Faz carreira no mesmo escritório que te empregou quando ainda estava na faculdade. Trabalha 40 anos. Sabe que apesar de tudo é feliz.
Seus cabelos começam a cair e aquelas entradas, que você gostava de pensar que eram charmosas nos seus 20 anos, se tornaram pista de pouso de mosquitos no sítio e a exigirem cuidados redobrados no verão. Seu segundo filho entra na faculdade. Você está sempre cansado e não sabe porque.
Quando o caçula anuncia o noivado você sente, de uma maneira como nunca sentiu antes, o peso da idade de uma vida inteira. Antes de dormir sorri. Lembra da infância, adolescência, mocidade e pensa com seus botões que, no final, fez tudo certo.
Os netinhos vão te visitar na casa de repouso - nome pomposo para asilo - e você tem a nítida impressão de sentir exatamente a mesma coisa que sentiu quando tinha seis anos e conheceu seu melhor amigo de uma vida. Alegria inexplicável. Deseja ter aproveitado melhor as coisas.
Pensa que talvez Charles Chaplin tenha razão: que a maneira como a vida termina é injusta e que o ciclo todo deveria ser de trás para frente. Depois disto, com toda a sabedoria que só o tempo ensina - e que a maioria das pessoas idosas têm - percebe que não. Na verdade, a vida é engraçada e traiçoeira e perfeita em suas imperfeições. Mesmo os piores erros te ensinaram algo bonito, mesmo os maiores tropeços desenharam seu caminho e tudo foi exatamente como deveria ser. Finalmente as indagações de uma vida inteira que nunca tiveram respostas perdem o sentido. Você simplesmente vive, vive tudo até não poder mais.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Eu preciso dizer que te amo

Perdi totalmente o controle. Já nem sei mais. Passo boa parte do dia, se não o dia todo com você. Mesmo quando não está perto, sinto sua presença. Parte sua vive em mim e isto me conforta. Ainda mais agora que atingi um nível de egoísmo antes desconhecido. Quero você o tempo todo. Pelo menos não sou tão possessiva assim. Não preciso te ter só pra mim, contando que segure a minha mão aonde quer que vá...
Outro dia você estava me contando indignado como as coisas fazem sentido! Como se acontecesse só com você. Presta atenção! Todas as músicas que escuto falam de você. Tenho a leve impressão que existe uma conspiração para que todas as coisas que ouço, vejo e sinto me lembrem você. Chega a ser injusto..fechar os olhos e quase poder te tocar. Abrir os olhos e ver que você não está lá e mesmo assim continuar te vendo em todos os lugares. Confusões sensoriais! Acho que preciso consultar um especialista. Fico vendo coisas, ouvindo sua voz em todos os lugares, na boca de pessoas diferentes, sonhando acordada.
Quando sei que vou te ver meu corpo dá sinais visíveis de ansiedade. Meu coração dispara, meu estômago gela e minha boca espera...ah...sedenta! Acho que falar que te amo já nem cabe mais. Parece tão comum, tão simples. Vou me esforçar para inventar uma palavra nova, que descreva tudo isto. Acho que não existe representação fonética que seja tão bonita à altura do que você me faz sentir. Enquanto não encontro, vou usando o famoso "eu te amo". Porque eu te amo, mesmo, muito, de verdade, exageradamente! Rs...
Parabéns por me proporcionar os melhores oito meses. Que venham os próximos...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Novo

Foto: Jô Rabelo

Estou me despedindo agora. No momento parece um adeus, eu digo que é um até logo. Isto porque me conheço bem e sei que não vou me desvencilhar facilmente da redação. Na verdade, eu nem quero, muito menos posso. Tenho marcas que nunca desaparecerão.

Há dois anos atrás sonhei conseguir trabalhar em um lugar onde pudesse ser jornalista. Sonhei e por um breve período de tempo brinquei de ser. Apesar da preparação pedagógica da universidade, a redação do Rudge Ramos Jornal foi que me preparou realmente para o mundo, que me transformou em jornalista, me fez parar de brincar de ser e começar a ser.

Ser? É...quem sou eu para dizer que estou preparada? É arrogância minha afirmar isto. Talvez não esteja preparada para nada, nem mesmo para me despedir do ambiente conhecido e acolhedor, dos costumes, da certa "experiência", das pessoas. Não estou preparada, mas o tempo das coisas é um pouco mais rápido do que o meu tempo. Demorei para perceber isto. Tudo bem. Não tem importância. Quando entrei no Rudge também tive medo, não sabia de nada e aprendi. Tudo na vida é assim. Um ciclo. Começamos algo novo, esgotamos os próximos e mais sábios, sugamos conhecimento e quando percebemos, já não cabemos mais naquele mesmo espaço. Está na hora de aprender algo novo, tentar fazer diferente, me livrar de velhos vícios, costumes.

Obrigada por tudo. Cada pessoa que passou por esta redação me ensinou alguma coisa, seja no jornalismo, no trabalho ou na vida. Nos momentos difíceis, aprendi a contornar situações inesperadas, a aceitar que pessoas diferentes têm cabeças diferentes. E em todos os outros momentos, aprendi a ser gente grande e encontrei companheiros e amigos. Vou sentir muita, mas muita saudade mesmo de vocês. Não vou me despedir, só vou agradecer eternamente por fazerem parte do meu começo. Isto não é um adeus, é um até logo!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Só você

Quanto mais o tempo passa mais difícil fica imaginar minha vida sem você. Não que eu tente imaginar, afinal não há sentido nisto. A verdade é que sei que poderia viver sem você. O problema é que eu não quero. Por que com você tudo fica melhor. O bar é mais legal, as ruas são divertidas, as músicas tem mais significado e até o filme, que eu assisti tantas vezes a ponto de decorar as falas, fica mais engraçado. Soa ridiculamente apaixonado e patético. Eu sei. Vai ver é verdade o que dizem por aí, que depois de você eu falo e saem coraçõezinhos imaginários da minha boca. Pode ser... Claro que é.
Convivo com você quase todos os dias há sete meses (ou mais) e nunca me cansei. Aliás, a tendência é outra: sempre quero mais - e mais, e mais... Isso é um tanto perturbador para mim já que sempre fui inconstante quanto ao que eu quero, pelo menos quando se tratava de sentimento. Apesar de você se julgar uma grande inconstância e insegurança em minha vida, para mim você é certeza.
Pode acontecer o que for, minha cabeça pode se encher de pensamentos estranhos, preocupações sem sentido e outras com tanto sentido que chegam a doer, mas quando eu penso em você não há dúvida, não há receio, não há nada além deste sentimento absoluto. É incondicional - roubando a palavra e a ideia de uma pessoa que amo muito (você me empresta, certo? Rs...).
Cansei de agradecer você todos os dias por ter aceitado que eu entrasse em sua vida. Então vou fazer diferente, vou fazer uma aposta. Já vou agradecer antecipadamente por deixar eu ficar os próximos três ou sete ou quantos meses ou anos for do seu lado. Eu espero que sejam todos, de agora em diante. Quero ser a principal testemunha da sua história, quero que seja o principal da minha. E se parecer cedo demais para dizer isto, eu sei que você vai entender, porque tudo o que sou e sei grita que é você pra sempre e pronto. Só eu e você sabemos e isso me basta.
Te amo criança, não canso de dizer...te amo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Aceitação

Eu sei de tudo o que se passa aqui dentro. Saber não significa entender. Na verdade, não significa grande coisa, nada além de uma consciência fresca, constante de que ultrapassei um ponto que não tem mais volta. Te amo e pronto. Faz tanto sentido que parece mentira.

Sei que você é único, que nosso relacionamento é diferente de todos os outros. Não só por ser nosso, mas porque não se encaixa em nada que eu conhecesse antes, ou em nada que eu tenha ouvido falar.

Tenho medo de você, mas tenho mais medo de mim depois que te conheci, depois que me conheci do seu lado. Se visto de fora pode ser considerado perfeito, é tão simples, tão fácil que até assusta. Me assusta esta verdade inconveniente de que não encontrarei nada melhor do que isso. Tenho lá meus vinte e poucos anos e encontrei você. Já. Pois é...já. O que me assusta ainda mais é a suposição de me abster de você agora. É simplesmente inimaginável.

Formamos um daqueles casais invejáveis e inexistentes (que existem, afinal somos prova disto). Não somos invejados porque no fundo temos um misto de vergonha e medo de expor o quão únicos somos. Seja porque nos sobra consciência do quanto é chato falar o tempo todo um do outro para terceiros, seja por medo desse fato inconcebível.

Você é minha escolha eterna. Te amo de verdade e tanto e com tal vontade que nenhuma outra pessoa que pudesse existir em minha existência seria minimamente suficiente. Porque você preencheu as lacunas vazias, as que pareciam lotadas e as que eu nem sabia que existia.

domingo, 6 de junho de 2010

Razão

E a maioria das pessoas diz (acredita) que não existe razão nas coisas do coração. Eu discordo. No mundo dos sentimentos, pelo menos no meu, algumas coisas são tão claras e completamente explicáveis que é impossível dizer que não sei porquê ou que simplesmente acontece.
Tudo em você me convida. O jeito Napoleônico de contradição ambulante. Aparentemente desencanado de tudo, talvez da maioria, mas extremamente preocupado com tantas outras coisas. A maneira ímpar de prometer mundos e fundos, mesmo sabendo que não tem mundos e fundos para oferecer. Talvez a promessa supra esta carência de si mesmo, esconda esta sua crença de que é tão pouco, tão comum. E aí fica insuportável ter que te convencer de que esses "tãos" na verdade são tão assustadoramente bons que dá até medo, porque você é tão diferente, novo, melhor. Nem parece que cabe tudo numa mesma pessoa.
Amo tudo em você. Como você ri de quase tudo o que eu falo, até mesmo as coisas sérias. Amo quando ri quando estou brava e me faz enxergar como tudo pode ser pequeno e sem importância se visto de outro ângulo. Amo a maneira como faz eu me sentir bonita e confortável sem grandes esforços. Amo sua sinceridade exagerada, o jeito debochado. Amo quando você reclama de tudo e quando tenta me proteger, cuidar de mim. Amo fazer absolutamente nada com você. Amo seu abraço, seu beijo, seu cheiro, seu gosto.
Amo você também pelas milhões de outras razãos inexplicáveis, que ainda não consegui decifrar. Quero passar a vida toda tentando entender cada mínima razão para amar você tanto assim.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Te amo

Quantos sentimentos cabem em um único ser humano? Incrível esta capacidade de aceitar um outro por completo, deixar que participe efetivamente da nossa vida. Uma pessoa estranha, alheia à tudo que já é conhecido, sem ligação de sangue, parentesco, sem ter nem mesmo um elo de amizade. Alguém. E aí você olha, enxerga e sabe, de alguma maneira inexplicável, que aquela pessoa faz parte da sua vida agora. Nem sequer faz sentido, mas você entende, como só você consegue entender, que precisa daquele alguém e ponto.

O tempo passa tão rápido e tão devagar. Sempre. Os detalhes são mínimos e gigantescos. Tudo faz diferença. Acumulam-se horas de conversa, em sua maioria fiada, que parecem não servir para nada quando, na verdade, são o estanque para tudo que pode vir depois. Tentativas espontâneas de se conhecer o alguém a fundo, de saber tudo da vida um do outro, saber 23 anos de história em quatro meses. A gente sabe que é impossível, mas tenta mesmo assim. Só o fato de tentar, de querer muda tudo!

Eu quero. Quero muito saber tudo sobre você, muito mais do pouco que acho que sei. Quero você por perto o tempo todo. Quero que você me queira por perto o tempo todo. Quero muito mais que ontem e hoje vou querer muito menos que amanhã. Quero tanto que chega a ser ridículo e eu nem ligo.

Quero te abraçar tão apertado até quase perder o ar. Agradecer por você me aceitar por completo também, por me fazer rir todos os dias, por me permitir te querer. Quero te fazer feliz, como ninguém nunca fez! Quero controlar o tempo e o espaço, pelo menos por hoje, para que o mundo pareça melhor para você.

Parabéns criança! Por hoje e por sempre. 

Te amo!

domingo, 25 de abril de 2010

Obrigada

Ando feliz. Como há muito não andava, aliás, acho que como nunca andei. Nunca tive isso. Não tenho muita experiência, mas a pouca que tenho me mostrou caminhos diferentes. No começo, eu me policiava em tudo, tentava ser perfeita, esconder minhas manias. Era medo de que se você realmente me visse não gostaria tanto assim de me ter por perto. Estava viciada em acreditar que ser eu mesma nunca seria o melhor para outra pessoa. (O que gerou um uso excessivo do meu tão famosos filtro por tempo demais!)
Quando estávamos há apenas duas semanas juntos você me disse, sem rodeios, que gostava muito de mim, mesmo. Olhou nos meus olhos e disse. Como se fosse simples e normal e todo mundo fizesse isto o tempo todo.
Incrível a sua fantástica capacidade de me surpreender. Sempre. A sua forma contraditória ambulante (tão parecida com a minha) que me supera. Seu jeito de ter coragem de dizer tantas coisas e ficar tão assustado quando deve tomar atitudes, que na verdade nem são atitudes, são só oficialidades. Viver é libertador, mas assumir...
E o tempo passou tão rápido, ás vezes tenho a falsa impressão de que te conheço bem, de fato conheço. Sei bem o que vai dizer, nas horas que vai dizer. Outras vezes, sinto que não sei absolutamente nada sobre você e isso me fascina.
Então, obrigada pelos desafios diários, as milhares de gargalhadas e beijos e abraços. Obrigada principalmente por tornar tão simples ser eu mesma ao seu lado e gostar de mim mesmo assim. Obrigada pelos três meses. Sim, são só três ou já são três. Não sei...só sei que te adoro tanto que chega a ser ridículo e até disto eu gosto. Obrigada...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Criança.

Sonhei com você uma vida inteira e sei que ainda não te reconheci por completo. Estamos na fase do "eu não sei...", mas está bom assim. Com você está sempre bom. Seja o que for, onde for, como for, se for...  

Te gosto da maneira mais fácil e crua de gostar. Pelo simples fato de ser simples. Você é livre, é leve, é novo. Tenta me irritar só para conhecer as várias Camilas que existem em mim, mesmo sabendo que no fundo só existe esta aqui e que, apesar de ser pseudo (rs), é sua.  

Então me conquiste. Estou te dando uma chance, não a perca. Quem sabe eu também não consigo te fazer feliz...

Quero ser o melhor de mim pra te fazer feliz.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Passou...

E me disseram que seria fácil, que passaria rápido, que nem notaria. Não acreditei, como de fato ninguém crê. Constatei que o tempo passou há uns quinze dias. Só se fala no fim. E pensar que o tão esperado fim se resume a dois semestres e só. Dentre as milhões de dúvidas que me atropelam agora as mais cruéis dependem da vida, destino, sorte ou sei lá que palavra usar para o desconhecido.

Entre não saber o que fazer, sobre o que falar descobri a estranha sensação de não estar pronta - estranha, mas conhecida. O tempo me carrega como uma onda muito forte, daquelas em que a tentativa de controlar o corpo é nula e a ideia de se deixar levar é assustadora.

E depois? A onda vai passar (eu sei que vai) e essa sensação de segurança que existe hoje - e anda tão fatigada - vai passar junto. Afinal, o que será seguro? Nada. A incerteza do amanhã me tortura todo dia... uma mordida ali, outra aqui. A lâmpada acesa de uma ideia está apagada, acho que queimou. O teto da casa das ideias tem pé-direito muito alto, não consigo trocar a lâmpada sozinha...

Quando esta dança tiver seu desfecho os holofotes se apagarão e o escuro me cegará por alguns segundos. Este instante perdida é o que mais me apavora, este desconhecido de cegueira momentânea.

Espera...