segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Passou...

E me disseram que seria fácil, que passaria rápido, que nem notaria. Não acreditei, como de fato ninguém crê. Constatei que o tempo passou há uns quinze dias. Só se fala no fim. E pensar que o tão esperado fim se resume a dois semestres e só. Dentre as milhões de dúvidas que me atropelam agora as mais cruéis dependem da vida, destino, sorte ou sei lá que palavra usar para o desconhecido.

Entre não saber o que fazer, sobre o que falar descobri a estranha sensação de não estar pronta - estranha, mas conhecida. O tempo me carrega como uma onda muito forte, daquelas em que a tentativa de controlar o corpo é nula e a ideia de se deixar levar é assustadora.

E depois? A onda vai passar (eu sei que vai) e essa sensação de segurança que existe hoje - e anda tão fatigada - vai passar junto. Afinal, o que será seguro? Nada. A incerteza do amanhã me tortura todo dia... uma mordida ali, outra aqui. A lâmpada acesa de uma ideia está apagada, acho que queimou. O teto da casa das ideias tem pé-direito muito alto, não consigo trocar a lâmpada sozinha...

Quando esta dança tiver seu desfecho os holofotes se apagarão e o escuro me cegará por alguns segundos. Este instante perdida é o que mais me apavora, este desconhecido de cegueira momentânea.

Espera...