domingo, 25 de abril de 2010

Obrigada

Ando feliz. Como há muito não andava, aliás, acho que como nunca andei. Nunca tive isso. Não tenho muita experiência, mas a pouca que tenho me mostrou caminhos diferentes. No começo, eu me policiava em tudo, tentava ser perfeita, esconder minhas manias. Era medo de que se você realmente me visse não gostaria tanto assim de me ter por perto. Estava viciada em acreditar que ser eu mesma nunca seria o melhor para outra pessoa. (O que gerou um uso excessivo do meu tão famosos filtro por tempo demais!)
Quando estávamos há apenas duas semanas juntos você me disse, sem rodeios, que gostava muito de mim, mesmo. Olhou nos meus olhos e disse. Como se fosse simples e normal e todo mundo fizesse isto o tempo todo.
Incrível a sua fantástica capacidade de me surpreender. Sempre. A sua forma contraditória ambulante (tão parecida com a minha) que me supera. Seu jeito de ter coragem de dizer tantas coisas e ficar tão assustado quando deve tomar atitudes, que na verdade nem são atitudes, são só oficialidades. Viver é libertador, mas assumir...
E o tempo passou tão rápido, ás vezes tenho a falsa impressão de que te conheço bem, de fato conheço. Sei bem o que vai dizer, nas horas que vai dizer. Outras vezes, sinto que não sei absolutamente nada sobre você e isso me fascina.
Então, obrigada pelos desafios diários, as milhares de gargalhadas e beijos e abraços. Obrigada principalmente por tornar tão simples ser eu mesma ao seu lado e gostar de mim mesmo assim. Obrigada pelos três meses. Sim, são só três ou já são três. Não sei...só sei que te adoro tanto que chega a ser ridículo e até disto eu gosto. Obrigada...