Quantos sentimentos cabem em um único ser humano? Incrível esta capacidade de aceitar um outro por completo, deixar que participe efetivamente da nossa vida. Uma pessoa estranha, alheia à tudo que já é conhecido, sem ligação de sangue, parentesco, sem ter nem mesmo um elo de amizade. Alguém. E aí você olha, enxerga e sabe, de alguma maneira inexplicável, que aquela pessoa faz parte da sua vida agora. Nem sequer faz sentido, mas você entende, como só você consegue entender, que precisa daquele alguém e ponto.
O tempo passa tão rápido e tão devagar. Sempre. Os detalhes são mínimos e gigantescos. Tudo faz diferença. Acumulam-se horas de conversa, em sua maioria fiada, que parecem não servir para nada quando, na verdade, são o estanque para tudo que pode vir depois. Tentativas espontâneas de se conhecer o alguém a fundo, de saber tudo da vida um do outro, saber 23 anos de história em quatro meses. A gente sabe que é impossível, mas tenta mesmo assim. Só o fato de tentar, de querer muda tudo!
Eu quero. Quero muito saber tudo sobre você, muito mais do pouco que acho que sei. Quero você por perto o tempo todo. Quero que você me queira por perto o tempo todo. Quero muito mais que ontem e hoje vou querer muito menos que amanhã. Quero tanto que chega a ser ridículo e eu nem ligo.
Quero te abraçar tão apertado até quase perder o ar. Agradecer por você me aceitar por completo também, por me fazer rir todos os dias, por me permitir te querer. Quero te fazer feliz, como ninguém nunca fez! Quero controlar o tempo e o espaço, pelo menos por hoje, para que o mundo pareça melhor para você.
Parabéns criança! Por hoje e por sempre.
Te amo!
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