sexta-feira, 25 de junho de 2010

Aceitação

Eu sei de tudo o que se passa aqui dentro. Saber não significa entender. Na verdade, não significa grande coisa, nada além de uma consciência fresca, constante de que ultrapassei um ponto que não tem mais volta. Te amo e pronto. Faz tanto sentido que parece mentira.

Sei que você é único, que nosso relacionamento é diferente de todos os outros. Não só por ser nosso, mas porque não se encaixa em nada que eu conhecesse antes, ou em nada que eu tenha ouvido falar.

Tenho medo de você, mas tenho mais medo de mim depois que te conheci, depois que me conheci do seu lado. Se visto de fora pode ser considerado perfeito, é tão simples, tão fácil que até assusta. Me assusta esta verdade inconveniente de que não encontrarei nada melhor do que isso. Tenho lá meus vinte e poucos anos e encontrei você. Já. Pois é...já. O que me assusta ainda mais é a suposição de me abster de você agora. É simplesmente inimaginável.

Formamos um daqueles casais invejáveis e inexistentes (que existem, afinal somos prova disto). Não somos invejados porque no fundo temos um misto de vergonha e medo de expor o quão únicos somos. Seja porque nos sobra consciência do quanto é chato falar o tempo todo um do outro para terceiros, seja por medo desse fato inconcebível.

Você é minha escolha eterna. Te amo de verdade e tanto e com tal vontade que nenhuma outra pessoa que pudesse existir em minha existência seria minimamente suficiente. Porque você preencheu as lacunas vazias, as que pareciam lotadas e as que eu nem sabia que existia.

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