sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Eu preciso dizer que te amo

Perdi totalmente o controle. Já nem sei mais. Passo boa parte do dia, se não o dia todo com você. Mesmo quando não está perto, sinto sua presença. Parte sua vive em mim e isto me conforta. Ainda mais agora que atingi um nível de egoísmo antes desconhecido. Quero você o tempo todo. Pelo menos não sou tão possessiva assim. Não preciso te ter só pra mim, contando que segure a minha mão aonde quer que vá...
Outro dia você estava me contando indignado como as coisas fazem sentido! Como se acontecesse só com você. Presta atenção! Todas as músicas que escuto falam de você. Tenho a leve impressão que existe uma conspiração para que todas as coisas que ouço, vejo e sinto me lembrem você. Chega a ser injusto..fechar os olhos e quase poder te tocar. Abrir os olhos e ver que você não está lá e mesmo assim continuar te vendo em todos os lugares. Confusões sensoriais! Acho que preciso consultar um especialista. Fico vendo coisas, ouvindo sua voz em todos os lugares, na boca de pessoas diferentes, sonhando acordada.
Quando sei que vou te ver meu corpo dá sinais visíveis de ansiedade. Meu coração dispara, meu estômago gela e minha boca espera...ah...sedenta! Acho que falar que te amo já nem cabe mais. Parece tão comum, tão simples. Vou me esforçar para inventar uma palavra nova, que descreva tudo isto. Acho que não existe representação fonética que seja tão bonita à altura do que você me faz sentir. Enquanto não encontro, vou usando o famoso "eu te amo". Porque eu te amo, mesmo, muito, de verdade, exageradamente! Rs...
Parabéns por me proporcionar os melhores oito meses. Que venham os próximos...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Novo

Foto: Jô Rabelo

Estou me despedindo agora. No momento parece um adeus, eu digo que é um até logo. Isto porque me conheço bem e sei que não vou me desvencilhar facilmente da redação. Na verdade, eu nem quero, muito menos posso. Tenho marcas que nunca desaparecerão.

Há dois anos atrás sonhei conseguir trabalhar em um lugar onde pudesse ser jornalista. Sonhei e por um breve período de tempo brinquei de ser. Apesar da preparação pedagógica da universidade, a redação do Rudge Ramos Jornal foi que me preparou realmente para o mundo, que me transformou em jornalista, me fez parar de brincar de ser e começar a ser.

Ser? É...quem sou eu para dizer que estou preparada? É arrogância minha afirmar isto. Talvez não esteja preparada para nada, nem mesmo para me despedir do ambiente conhecido e acolhedor, dos costumes, da certa "experiência", das pessoas. Não estou preparada, mas o tempo das coisas é um pouco mais rápido do que o meu tempo. Demorei para perceber isto. Tudo bem. Não tem importância. Quando entrei no Rudge também tive medo, não sabia de nada e aprendi. Tudo na vida é assim. Um ciclo. Começamos algo novo, esgotamos os próximos e mais sábios, sugamos conhecimento e quando percebemos, já não cabemos mais naquele mesmo espaço. Está na hora de aprender algo novo, tentar fazer diferente, me livrar de velhos vícios, costumes.

Obrigada por tudo. Cada pessoa que passou por esta redação me ensinou alguma coisa, seja no jornalismo, no trabalho ou na vida. Nos momentos difíceis, aprendi a contornar situações inesperadas, a aceitar que pessoas diferentes têm cabeças diferentes. E em todos os outros momentos, aprendi a ser gente grande e encontrei companheiros e amigos. Vou sentir muita, mas muita saudade mesmo de vocês. Não vou me despedir, só vou agradecer eternamente por fazerem parte do meu começo. Isto não é um adeus, é um até logo!